Madness

Madness

Já devem ter percebido que a Preguiça gosta de livros. E de música. E se a malta juntasse o melhor de dois mundos? De facto, há uma série de literatura que fala de música, e é isso que vai acontecer aqui nos próximos tempos. Uma espécie de roteiro, uma visita guiada ou, melhor ainda, um manual de instruções. Destaca-se uma citação e revive-se a música.

A primeira escolha recai sobre Miguel Esteves Cardoso (MEC). O livro Escrítica Pop foi editado em 1982 pela Editorial Querco, e mais tarde, em 2003, aquando da edição 1000 do jornal Blitz, foi reeditado através da Assírio & Alvim.

O livro é um apanhado de crónicas que MEC escreveu, em Portugal e em Inglaterra, entre Abril de 1980 e Abril de 1982, para os semanários O Jornal e Se7e, revista Música e Som e o programa Café-Concerto da Rádio Comercial.

A escrita de MEC já era deliciosa, ainda antes de se tornar escritor e contador de estórias – daí que, como cantava Vítor Espadinha, recordar é viver. O mais interessante é verificar o que se escreveu, na altura, em tempo real, de músicas ou bandas que hoje são verdadeiros clássicos.

O Jornal, 30-4-80

“Entrou-se assim na nova década de 80 com a década de 70, e de 60 e de 50. Ou seja, com uma injecção maciça de originalidade. Excepção feita, já se sabia, para a música Dois-tons. O ressurgimento do Ska é notável, sobretudo pelo facto de ressurgir algo que toda a gente desconhecia ter alguma vez existido. (…) Os Madness ouvem-se nas boîtes, nas barbearias, nos transístores praieiros, no Bairro Alto e na Reboleira. O seu álbum One Step Beyond vende-se que nem queijadas ao domingo e tudo indica que o álbum dos Specials não lhe ficará atrás.”

Miguel Esteves Cardoso, Escrítica Pop, Assírio & Alvim, 2003


MADNESS ‘one step beyond…’ (1979)

Selecção de Pedro Miguel

(Publicado em 24 Janeiro 2013)