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Convidavam este homem para ir a vossa casa? Pode parecer assustador, mas há muita gente a fazê-lo. Pagam por isso e ainda repetem.

O sushi está na moda e Paulo Serrano sabe-o melhor do que ninguém. No último ano não tem parado, à conta do projecto My Sushi. Um serviço ao domicílio cheio de boa disposição.

Já sabem que a Preguiça é danada para os comes e bebes, e – sem medos – lançou-se na degustação do peixinho da moda, que apesar de cru dá uma trabalheira danada.

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Todo o processo começa em casa do sushi man, que passa algumas horas a transformar peixes feios, de olhos esbugalhados, em filetes de passerelle. Em casa do cliente assiste-se apenas ao cook show, enquanto se enfiam goela abaixo rolinhos de arroz branco, algas, frutas, queijo, cogumelos, ervas e umas molhengas nipónicas.

Conselhos para principiantes: fazer-se acompanhar de um conhecedor. Experimentar de tudo. Comer à mão. Começar sempre por fusões, ou seja, escolher os rolinhos que têm à mistura coisas a que estamos habituados, como queijo ou fruta. Deixar o sashimi para o fim ou, quem sabe, até para uma segunda sessão. O sashimi é o purex da coisa: peixe cru, nada mais. Não vai às primeiras.

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Paulo Serrano diz que “a primeira vez é muito importante”, pelo que é preciso escolher bem o local, o ambiente perfeito, a companhia certa e estar no mood. Muito semelhante aos conselhos de mãe para filha sobre como perder a virgindade.

E porque é que o My Sushi é um sucesso? Primeiro porque o sushi man é amigo das peixeiras, depois porque tenta ir ao encontro do paladar dos clientes e também porque tem 5000 euros de facas que não o substituem, “mas fazem toda a diferença”. Se fossem nossas fazíamos uma nova saga do Rambo. Ó Serrano, fica a sugestão.

Apesar de algum açúcar e uns apontamentos de fritura, o sushi é uma comida bastante light. Praticamente não tem sal, além de o arroz e as algas serem ricos em diversos nutrientes.

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Paulo Serrano é um autodidacta e um papa-workshops. Dedica-se a esta arte há cerca de quatro anos e até já dá formações em escolas de hotelaria e também a particulares.

O serviço ao domicílio custa 20 euros por pessoa e o grupo tem de ter no mínimo dez elementos. O sushi man leva tudo o que é necessário, à excepção das bebidas, que são da responsabilidade do cliente.

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A Preguiça apostou nos vinhos brancos Quinta da Serradinha, de agricultura biológica, castas Arinto e Encruzado, que jogou na perfeição com o banquete. Algumas garrafas depois foi um vale tudo com espumantes e tintos à mistura. Isto só para provar que a nossa fama de ‘malta dos copos’ tem alguma razão de ser.

Ainda não dá para provarem aqui, mas vêem e já não é mau.

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Texto de Paula Lagoa
Fotografias de Ricardo Graça
Vídeo de Rui Girão
(Publicado a 30 Maio 2013)