É pró ragazzo e prá ragazza

maximo_flor di latte

Por estes dias quentes, o que é que vai bem? Um geladinho, pois bem! E se gostas de um gelado a sério, tens um lugar em Leiria onde podes comer o verdadeiro gelado italiano.

Massimo Fortese não tem mãos a medir na Fior di Latte, aberta no centro histórico de Leiria desde 2010. Hoje há 28 sabores à escolha e a clientela está forte, mas o italiano está tranquilo porque consegue fazer mais de 600 gelados diferentes.

Mas mais do que fazer gelados, Massimo quer mudar a forma de os comer. Vem de uma terra onde o gelado se come o ano inteiro e é um pretexto de socialização, por isso acredita que também por cá o gelado se pode tornar uma espécie de companhia que não escolhe época do ano.

Massimo explica a aposta: “Não havia em Leiria uma gelataria italiana. Há casas que vendem gelados, mas são cafés, pastelarias ou bares. Não têm essa pura essência da verdadeira gelataria.”

“Em Itália, as gelatarias não têm sequer mesas ou cadeiras. São lugares de passagem. As pessoas entram para comprar o gelado e seguem o seu passeio”, explica.

Pois é, Massimo, por cá não é bem assim. Mas lá que gostamos de um geladinho, gostamos. Só que para o provar, precisamos do incentivo do calor.

Nestes três anos de existência, a Fior di Latte tem fechado por períodos de dois ou três meses no Inverno, mas tem mostrado resistência à relutância dos leirienses em comer gelados em tempo de frio.

Embora gostasse de ter as portas abertas o ano inteiro, Massimo não se importa por ter de fechar. Nesso período aproveita para ir a Itália “espreitar as novas tendências e fazer uma actualização nesta arte de fazer gelados”, explica.

“Entendo que a minha missão com a Fior di Latte é a de colocar os leirienses a comer gelado o máximo tempo possível do ano e tenho feito as minhas conquistas. Este ano já estou a colher os frutos do que tenho vindo a semear.”

Massimo Fortese diz-se feliz em Leiria. “É uma cidade que me dá paz e tranquilidade, mas aqui também há mafiosos”, diz em jeito de brincadeira.

Para fazer um bom gelado, “é preciso ter boa matéria-prima”, garante o italiano e “em Portugal há leite muito bom, a base de todos os gelados, além de frutas também muito boas e variadas”. Está desvendado o mistério, agora tentem fazer igual.

Além da relutância com o frio, Massimo diz que os clientes também mostram algumas reservas em relação a provar novos sabores, daí que os mais populares sejam os gelados de chocolate, morango, caramelo, baunilha ou biscoito. No entanto, não desiste de introduzir sugestões a la italiana e há uma em particular que tem feito conquistas: o sabor Amarena. Conhecem?

É uma questão de passar por lá. E, se quando entrarem, vos disserem “Tchau”, ninguém vos está a mandar embora: é pura simpatia do dono. É que, em Itália, “Ciao” tanto dá para olá como para adeus. E esta, hein? (Roubada de uma amigo que já se foi.)

Texto de Paula Lagoa
Fotografia de Ricardo Graça
(Publicado a 18 Julho 2013)

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