Muita expectativa envolvia o novo filme do realizador de Os Filhos do Homem, Alfonso Cuarón, e ele não só correspondeu como superou.

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Gravidade conta-nos a história de como, durante uma operação no espaço, dois astronautas são deixados à deriva sem comunicação com a Terra, após um acidente que destruiu o seu vaivém.

Sandra Bullock e George Clooney são os solitários intérpretes deste filme, com interpretações ao nível do que nos vêm habituando – com destaque para Bullock, que passa cerca de metade do filme sozinha na tela e que certamente vai merecer uns quantos prémios. Arriscaria até prever uma nomeação para o Óscar de Melhor Actriz.

A realização de Cuarón é soberba, com planos fabulosos e os seus já habituais takes longos, conseguindo quase transportar-nos para o espaço. Os efeitos visuais são excelentes, e destaco também o cuidado tido com o som. Tudo o que ouvimos no ecrã é do ponto de vista dos intervenientes, respeitando o facto de no espaço o som não se propagar.

Não sendo grande adepto do cinema 3D, fui ver o filme no formato clássico, mas dá para perceber que com os óculos e em IMax, o filme deverá tomar proporções… astronómicas.

Gravidade é, sem dúvida, um dos melhores filmes do ano, e agarra-nos ao ecrã com unhas e dentes. Para se ver no cinema, e já.

Em exibição no Cinema City.

Título: Gravidade (Gravity, no original)
Realizador: Alfonso Cuarón
Com: Sandra Bullock, George Clooney
Ano: 2013

Texto de Nuno Sarnadas
(Publicado a 31 Outubro 2013)