lentePessoas, podem respirar de alívio. Algumas pessoas, pelo menos. Se andavam preocupados com o sítio onde gravar as vossas paletes de fotografias e vídeos, renasceu do mundo dos mortos-vivos o renovado serviço de fotos do Google. O Google Photos.

Outrora chamado de Picasa, este antigo serviço tinha sido “engolido” pelo Google Plus, um serviço que nasceu numa tentativa de fazer frente ao Facebook em matéria de redes sociais. Durante alguns anos, o Google tentou empurrar tudo para dentro desta (falhada) rede social incluindo os nossos álbuns de fotos do Picasa. Finalmente fez-se luz para aqueles lados e o Google já mostra sinais do seu insucesso nesta rede social e começou agora a fazer o inverso: a desmembrar novamente os serviços a pouco e pouco, começando assim a chutar o Google Plus para canto.

Artigo com o apoio de FisioZero
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Sendo assim, temos grandes novidades no novo serviço de fotografias. Existem duas opções para utilizar o serviço: armazenamento ilimitado ou limitado. Na opção de ilimitado – mesmo ilimitado – as fotos ficam armazenadas até um máximo de 16 MP (anteriormente 4 MP) e vídeos até 1080 px. Portanto, se tiveres fotos ou vídeos com qualidade superior, serão automaticamente escalados para os 16 MP e 1080 px, respectivamente.

Se quiserem manter a qualidade original, aí terão de optar pelo plano limitado – que numa conta standard do Google dá 15 GB de armazenamento; Se quiserem mais, compram armazenamento.

Não será um serviço adequado a profissionais da fotografia (ao contrário do Flickr, que oferece 1 TB), mas será certamente para a maior parte de vós que podem ter as vossas fotos salvaguardadas na nuvem e não se arriscarem a perder tudo se o disco externo de segurança se avariar.

O serviço ganha também alguma inteligência adicional. Se as fotos estiverem geo-referenciadas (normalmente as que são tiradas com smartphones com GPS activo), o assistente tenta agrupar por “histórias” todas essas fotos de um determinado local. Também tenta fazer o mesmo pelo intervalo de tempo em que as fotos foram tiradas. Continua a existir a possibilidade de fazer umas edições básicas nas fotografias – cor, rodar, cortar, etc…

O serviço conta já com a aplicação para smartphones e tablets, quer para iOS quer para Android, funcionando de forma bastante rápida e fluída. Permite fazer o upload automático das fotos tiradas com smartphones e tablets, de modo a poderem libertar espaço mais tarde.

Podem agora usar e abusar do serviço. Já não têm desculpa para perderem as vossas fotos ou vídeos.

Texto de Eduardo Luís
(Publicado a 4 Junho 2015)