Texto
Hugo Ferreira

5 Novembro 2015

Depois do Reeperbahn fomos espreitar o que de novo se dava a conhecer no BIME (outro festival com uma forte componente profissional, que decorre em Bilbao) e, como não queremos que vos falte nada, deixamos aqui um resumo do que mais nos surpreendeu do alinhamento de showcases:

Jain
Francesa que lançou o seu longa duração de estreia há bem pouco tempo e que oscila entre o registo mais pop e o alternativo e que parece ter argumentos para vir a surpreender meio mundo. Ora pisca o olho à world music, ora usa do glamour e, para já apresenta em “Come” um dos melhores videoclips a que vamos poder assistir neste ano de 2015.

Anton Maskeliade
Amigos, pode haver muitas bandas engraçadas mas, de quando em vez aparece alguém que nos deixa de queixo em baixo. É um miúdo russo que respira música no geral e electrónica em particular. E não é deste campeonato. Está muito, mas muito à frente.

De Staat
Chegam da Holanda e o produtor Vance Paul (que tem grammys em casa e trabalha com gente como Beck ou Jack White) diz que são autores de um dos melhores discos em que meteu as mãos. Pelo vídeo de “Wich Doctor” já conseguiram surpreender muito boa gente.

The Zephyr Bones
Num festival espanhol tínhamos (e às vezes é difícil) de encontrar algum projecto que desafie a lógica de que “De Espanha nem bons ventos nem bons casamentos”. Estes rapazes chegam de Barcelona e praticam um rock que tanto vai à praia como pisca o olho ao psicadelismo. Estão a promover um EP e acabaram de estrear há coisa de duas semanas um novo tema bem interessante, acompanhado de vídeo a condizer.