[mpc_vc_share_list title=”” facebook=”1″ twitter=”1″ google_plus=”1″]

Texto
Carina Correia

Fotografia
Bruno Pires

26 Novembro 2015

O festival Caminhos do Cinema Português está a chegar a Coimbra. Entre os próximos dias 27 de Novembro e 5 de Dezembro, a 21.ª edição do evento promete mostrar muito do que se tem feito por esse país fora, e não só, no que a esta arte diz respeito. A Preguiça Magazine foi ao Centro de Estudos Cinematográficos (CEC) da Associação Académica de Coimbra falar com Vítor Ferreira, director do festival. Preparem-se! Vem aí muito cinema para ver.

O Caminhos do Cinema Português é um festival que merece atenção. Durante mais de uma semana, vários espaços da cidade acolhem diversos filmes produzidos e realizados em Portugal e nas diversas áreas cinematográficas: longas-metragens, curtas-metragens, documentários e filmes de animação.

Nesta edição, acrescenta-se mais um ponto: a inclusão de filmes internacionais na categoria Selecção Ensaios, dedicada a obras submetidas por alunos de escolas de cinema, ou seja, que estejam em contexto de formação. “A Seleção Ensaios foi partida em duas o que lhe confere uma dimensão mais heterogénea. Permite ter uma visão comparativa e perceber o que se faz lá fora, até em termos do ensino do audiovisual, do cinema e do multimédia.”

Tiago Santos, responsável pela programação, juntou-se à nossa conversa e aproveitou para dizer que só para esta secção receberam mais de 700 ensaios. “Foi uma participação massiva das escolas portuguesas, estando representadas todas as zonas demográficas do país. E também recebemos muitos outros vindos de 80 países diferentes.” Até do Quirguistão, descobrimos nós!

Para além da Selecção Ensaios, o festival Caminhos do Cinema Português conta com a Selecção Caminhos, onde são exibidos 59 filmes exclusivamente em português e estreados durante o último ano; a Selecção Diásporas, que mostra diferentes olhares sobre o fenómeno da migração; o Caminhos Juniores, com filmes para os mais novos e o Caminhos Mundiais, onde se apresenta uma selecção de cinematografia austríaca. Não esquecendo o II Simpósio Internacional Fusões no Cinema, que pretende “trazer o conhecimento científico para o mundo artístico”.

DSC_2337

Vítor Ferreira, director do festival

Com o intuito de premiar as melhores obras presentes no festival, nas várias categorias, a equipa de jurados é composta por actores e actrizes, realizadores, jornalistas e críticos de cinema que irão atribuir os diferentes palmarés da edição 2015.

Director do festival desde 2001, Vítor Ferreira garante que o cinema português está de boa saúde. “Há muito cinema português, seja de autor, independente ou como se costuma dizer, mais comercial. Além disso, o Caminhos dá visibilidade a obras que devem ser mostradas e que, se não fosse o festival, ficariam numa prateleira. É uma excelente oportunidade de conhecer coisas novas e não só o que o espaço mediático nos impõe. Assim é possível evoluir sempre para novos trabalhos e novas produções”, afirma, convicto.

Na sua 21.ª edição, e tendo começado por ser uma mostra de cinema, este festival tem vindo a conquistar cada vez mais público e a afirmar-se como uma marca. “Desde 2008 que temos uma média de 8000 espectadores. É fantástico para Coimbra e para o cinema português. Há muitos filmes que têm mais espectadores em sala no festival do que na sua carreira comercial”, constata Tiago Santos.

Mas como nem tudo são rosas, foi possível perceber que tudo se deve ao amor e ao trabalho árduo de uma equipa que luta contra as dificuldades que muitas vezes tenta interromper o curso normal, e desejável, das coisas. “É sempre difícil quando se depende da boa vontade política e dos momentos melhores ou piores dos governos e das empresas. A nossa organização tem tido sempre a mesma estrutura e cada vez com mais trabalho”, desabafam. “No entanto, o festival estabilizou e agora está a mudar, numa tentativa até de ir para o estrangeiro mostrar cinema português. Daí também termos optado por uma hibridização com a designação Caminhos Film Festival”.

Olhando para a diversidade da oferta que nos espera, é difícil resistir e deixar passar em branco este grande evento. O Teatro Académico de Gil Vigente (TAGV), o Conservatório de Música de Coimbra, o Museu da Ciência e os cinemas NOS Fórum estarão de portas abertas para receber todos os que queiram seguir estes Caminhos.

Vão a caminhos.info e saibam tudo a que têm direito. Boas sessões!