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Texto
Pedro Miguel

Fotografias
Bruno Carnide

26 Novembro 2015

A vossa publicação cultural favorita cá do burgo pode até nem ser habituée das festas oficiais, mas também dá-se o caso de termos sempre os smokings na lavandaria (don’t ask, don’t tell), e também temos o péssimo hábito de comer brisas do Lis de boca aberta. Deixemos, portanto, essas soirées “simpáticas, agradáveis e culturais” (ministro da Cultura, João Soares, dixit) para os demais, que aquilo também é um cheiro a Brut 33 que não se pode.

De qualquer das maneiras, é de artigos semanais como este que se faz a coluna vertebral (ou o que resta dela) da Preguiça Magazine, já com alguma escoliose, é certo, e a humidade também não ajuda. Assim, temos o nosso estagiário como entrevistado, mas que por acaso, antes de o ser, já era um gajo premiado ligado ao cinema, não que isto sirva como desculpa ao entrevistador.

O Leiria Film Fest, que conta na sua próxima edição com parcerias, colaborações e apoios de gente boa e amiga, como podem verificar no fim do site – https://leiriafilmfest.wordpress.com/ – cabendo assim a esta chafarica dar a palmadinha nas costas, e chamar a atenção do seguinte: faltam 4 dias para o fim das inscrições!! (de nada, pá, depois o logótipo da Preguiça segue em vectorial… ok, estagiário?)

Ou como diz a própria organização do evento: “tá a despachar que não damos abébias. E se, por outro lado, já tens o filme e não o enviaste ainda por “preguicite”, ’tá a mexer que, lá está, não damos abébias!“. Ora, se de abébias estamos conversados, já agora é de referir que este é um regresso após um hiato de um ano.

Ou porque não era demasiado sexy, ou por outra coisa qualquer, o que é certo é que não houve edição de 2015. Bruno Carnide e Cátia Biscaia explicaram à Preguiça que o primeiro ano correu muito bem, também pelo factor novidade, e o segundo correu ainda melhor, mas não sentiram, ao nível de apoios, o acompanhamento necessário, e decidiram ficar por ali.

Porém, houve muita gente a perguntar e a clamar pelo regresso do festival, e a dupla organizadora decidiu dar mais uma chance, que é como diz, deram mais uma abébia (acho que nunca tinha escrito tantas vezes na vida a palavra ‘abébia’…).

Não poderia ter corrido melhor, pois este regresso está a ser fulgurante: aumentou tudo, a começar pelo número de júris e de categorias, mas o mais importante, cresceu o número de curtas-metragens a concurso. De uma média anterior de 140 participantes, a coisa já vai nas 315 e ainda faltam os de última hora que costumam chegar sempre.

Entre 70 participações a nível nacional, e não sendo o distrito de Leiria propriamente uma Bollywood, a nível mais regional, as curtas a concurso são apenas 11 (até à data desta entrevista) e os organizadores gostavam de ver uma dinâmica regional maior.

Um dos motes deste festival também é o de colocar Leiria no mapa e no circuito, daí ter sido uma certeza desde o primeiro minuto que o nome ‘Leiria’ era um imperativo a constar na designação do festival. O compromisso com o território é importante para o Leiria Film Fest.

Há um factor interessante de união através da arte, já que entre países que até nem se dão muito bem entre si, para este festival leiriense, em números, dos 315 trabalhos, há 57 países diferentes a concurso, entre o Líbano, Irão, Iraque, Israel, Egipto, etc. Nas primeiras duas edições a média de países estrangeiros era de 12.

Fica assim o apelo à participação de todos os interessados, até à próxima segunda, dia 30 de Novembro. O festival irá decorrer no Teatro Miguel Franco, em Leiria, nos dias 18 e 19 de Março de 2016. Os resultados dos escolhidos saem durante o mês de Fevereiro. Podem submeter o vosso trabalho aqui: https://leiriafilmfest.wordpress.com/submissions/