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Texto
Hugo Ferreira

25 Janeiro 2016

Este ano fomos ao Eurosonic, em Groningen (Holanda), para tentar descobrir afinal de que é feito o mais conceituado festival profissional da nova música europeia. Aquele que já se realiza há trinta anos e que na próxima edição vai ter como “Country Focus” um único país: Portugal.

São 42 mil visitantes e mais de 4100 delegados profissionais (agentes, managers, organizadores de festivais – só aí estavam mais de 430 – representantes de empresas de sincronização, de gestão de direitos, portais e produtos específicos para música).

Jornalistas são mais de 400 e 37 rádios de variadíssimos países a transmitirem o rescaldo ou parte de um programa que acontece por mais de quarenta palcos e com mais de 340 artistas de 40 países. São números mais impressionantes que os litros de cerveja bebidos mas muito menos do que a quantidade de bicicletas que aquela cidade tem a circular.

E, por falar em impressionante, em 2017 podemos chegar a ter mais de 20 projectos nacionais a tocar (nunca na história do festival foram mais de 3 numa edição e na grande maioria dos anos foi apenas um). Esta aventura de criar uma marca WhyPortugal a partir de meia dúzia de cabeças entre a AMAEI e a Antena 3 que acreditam que o meio musical nacional se pode unir e fazer uma representação em grande conseguiu convencer os organizadores do Eurosonic. Agora só falta convencer os possíveis apoios e patrocínios de que temos todos a ganhar e convencer os agentes do meio musical a estarem juntos numa plataforma que vai abrir dentro de poucas semanas (www.whyportugal.org).

Esta pode ser a maior oportunidade de sempre para a música feita em Portugal. Para começar a entender como se movimentam as coisas numa pequena comitiva nacional, este ano andaram por lá agentes, programadores e jornalistas e, por entre um forte nevão e uma série de reuniões e compromissos, ainda deu para confirmar suspeitas de que nomes que já tínhamos visto no Reeperbahn (como o britânico Oscar, os holandeses My Baby e os alemães Grandbrothers) estão em alta e outros novíssimos talentos têm tudo para começar a dar que falar já neste ano de 2016.

Amber Artcades

O vídeo não faz juz mas devemos dizer que ficámos arrebatados. Da melancolia de uns Spain à energia de uns Stereolab ou à melodia de uns Yo la Tengo, a holandesa Annelotte de Graaf e os companheiros de banda levam-nos  numa deslumbrante viagem ao pop/rock em poucos minutos.  O disco de estreia está para sair nos próximos meses.  Pre-order à confiança, amigos!

Fùgù Mango

Energia e ritmo contagiantes num projecto belga que, ao vivo, ganha a noite logo na entrada em palco. Se os Beta Band tivessem passado um longo período de férias divididos entre Africa e a América Latina o resultado devia ser mais ou menos este.

Mura Masa

Foi um dos nomes apontados pela BBC radio 1 para surpreender em 2016 e tem tudo para isso. Dizem que tem idade para entrar na faculdade mas uma maturidade musical capaz de impressionar meio mundo. E têm razão.

Liima

Membros dos Efterklang já deixavam antever algo assombroso e não se ficam por menos. O disco vai sair daqui a uns meses pela 4AD e ao vivo são impressionantes.

Agora é dar ao chinelo e esperar que para o ano as reviews internacionais falem de alguns nomes portugueses que por lá vão estar e que daí venham frutos!