[mpc_vc_share_list title=”” facebook=”1″ twitter=”1″ google_plus=”1″]

Texto
Pedro Miguel

2 Fevereiro 2016

De há uns tempos a esta parte, em boa hora se foram resgatar estórias que ainda não tinham sido contadas no ecrã. A RTP transmitiu A Arte Elétrica em Portugal, uma revisitação do rock nacional, desde os anos 60 até ao início dos anos 90. Destaque também para Rock Rendez Vous, transmitido pelo mesmo canal público, que fala sobre um conhecido local de concertos, em Lisboa.

São duas obras bastante interessantes, na senda daquilo que a BBC faz no Reino Unido há muito mais tempo, é certo, mas nada de lamentos, porque mais vale tarde do que nunca, e mais que venham, pois estão todos de parabéns. Foi sem dúvida um passo importante, até na maneira de estar, na mentalidade do canal e naquilo que se consideram as temáticas do serviço público. Bem hajam!

Outros dois exemplos são BASTARDOS. Trajetos do punk português (1977-2014), e A Um Passo Da Loucura -“Punk em Portugal 78-88”, com temáticas semelhantes, ambas numa atitude DIY (do it yourself), onde o que conta são os testemunhos, sendo notório que o país é pequeno e os intervenientes repetem-se. Também aqui se louva a atitude de alguém que se chega à frente, vai para o terreno e produz um trabalho final que resulta de horas infindáveis de recolha, mas sobretudo, fizeram o que não tinha sido feito e era preciso.

Tendo como génese uma realidade académica – o projecto Keep It Simple Make It Fast (KISMIF) – BASTARDOS é uma oportunidade, para muitos, de conhecer as caras e as vozes na primeira pessoa. Dirigido pela equipa do KISMIF, a edição coube a Eduardo Morais, autor de outros documentários, como Uivo, mas também Música em Pó ou Meio Metro de Pedra. Está disponível online aqui:

A outra sugestão é A Um Passo Da Loucura – “Punk em Portugal 78-88”, um documentário que. pela sua dimensão, foi dividido em duas partes. Os seus autores, Hugo Conim e Miguel Newton, na página de Facebook, explicam porquê de uma forma inequívoca: “Foi uma decisão difícil, mas a mais sã que conseguimos tomar após ter em mãos uma primeira versão com mais de seis horas de duração. Com depoimentos tão fixes, ricos e interessantes, optar por levar ao ecrã apenas um documentário com cerca de 50 ou 60 minutos, retalhado e descontextualizado, pareceu-nos um atentado ao pudor e um insulto aos entrevistados. Seria algo tipo anúncio da Coca-Cola do punk… com mais de 40 entrevistados, encaixotar tudo num só documentário é redutor. Queremos medronho, não pipocas. O punk em Portugal merece tudo o que temos para dar”, esclarecem.

Let’s look at the trailers:

#1

#2