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Texto
Pedro Miguel

Vídeo
Bruno Carnide

Fotografia
Cátia Biscaia

15 Fevereiro 2016

No primeiro mês do primeiro ano da Preguiça Magazine, sim, foi em Janeiro de 2013, falou-se aqui do afinador de pianos. Volvidos três anos e uma dúzia de dias, a Preguiça, através da lente de Bruno Carnide, foi visitá-lo no seu habitat natural, que é como quem diz, na sua oficina.

Para quem o quiser visitar, Victor Moreira tem sempre dois dedos de conversa. Presentemente está ali ao lado do Nariz – Teatro de Grupo, numa daquelas garagens do outro lado da estrada do novo Museu de Leiria.

Se tiverem um piano velho que precise ser restaurado, afinado, ou então se quiserem comprar aquele bibelot em forma de instrumento que fica mesmo bem em vossa casa, para dar aquele sainete ao chalé, e para impressionar as visitas, enquanto mandam umas frases sem sentido em francês, então também pode ser que encontrem aqui uma solução negociável.

Gosta da abordagem mais clássica ao piano, e não se entusiasma muito com os tratamentos mais experimentais que alguns pianistas fazem. Essa coisa de largarem as teclas e irem mexer nas cordas directamente para sacarem sons faz-lhe alguma espécie, confessa. Anda uma pessoa a afinar, para depois desafinarem? A questão nem está no desafinar, pois cada um é livre de interpretar como quer, mas porque é que lhe pedem para afinar, já que, em seguida, vão desafinar?

Homem de conversa solta, com sentido humor e sentido prático da vida, este é um ofício em vias de extinção, com dificuldade em encontrar seguidores jovens que queiram abraçar a profissão.

Nem sequer é mal pago, pelo que, jovem, se tens mais de 18 anos, estás desempregado, tens queda para a música, mas sobretudo ouvido para ela, e ambicionas uma carreira de futuro, mete mão nisto, porque pode ser que te safes, e num futuro próximo serás o único e sem concorrência.