Esta é a minha nova rubrica, aqui neste meio de difusão de excelência, que é a Preguiça. Não, não são como as do Salgueiro. Ele trata do corpo, eu trato da mente. E não falo da mente que mente, levemente, como quem chama por mim. Será chuva? Será vento? Não, é o calmeirão do Gustavo Santos. Não! A dica desta semana trata-se de uma abordagem terapêutica alternativa. Piorar a mente. Como diz o meu pai: adoro o Outono, porque sem ele, não daria valor ao Verão.

Paneleirices, portanto. E é isto, partindo do ponto, estás no fundo, mais fundo não há, bem fundo (não vou continuar a insistir no fundo, começa a parecer estranho), tiraste o pior que há em ti e o pior que há nos outros e, agora, começas a dar valor ao teu “Eu” bom e aos que te rodeiam (ou então, ficas um filho da mãe porque percebes que é cool, so rock ‘n’ roll). Esta terapia tem como escola a britpop dos anos 90. Vamos lá fazer de ti um canalha.

1º Passo
Assistir ao vídeo “Bittersweet symphony”, dos Verve. No vídeo, Richard Ashcroft, vocalista, caminha pelas ruas sem se desviar das pessoas. Depois de assistires, coloca em prática. No entanto, não esquecer, não te podes desviar de carrinhos de bebé, nem de velhinhas. Sempre em frente, eles que se fodam. Mas desvia-te dos pinocos, ou ainda partes uma perna.

2º Passo
Ouvir Suede, “Beautiful ones”. Continuas na tua, a achar que és o rei da cocada preta. Mas agora aplicas os conhecimentos adquiridos anteriormente na noite. (Miúdas, reparem no teclista. Nossa!)

3º Passo
Ouvir “Charmless man”, dos Blur. Conta a história de um senhor que entra à pala em todo lado. O que não é mau, mas sangra do nariz e fala muito rápido, o que me cheira… a doença. Acho que é por isso que o deixam entrar em todo o lado. Têm pena. No fundo, não há quem goste dele. Segue-o.

4º Passo
Ainda não chegaste ao topo da arrogância. Mas depois dos passos dados anteriormente, estás preparado. Não tem tanto a ver com a letra, ou a música em si, mas a postura. Oasis! “Don’t look back in anger”. Vejam, ouçam e sintam.

Vá, meus queridos, saudações britânicas para todos, tipo ‘v’ de vitória, com os dedos, indicador e médio, levantados, mas a palma da mão virada para mim. Sejam felizes, pequenos póneis. E claro, se quiserem mais dicas, não percam as próximas publicações.