Tu tinhas uma forma só tua de me desligar. Começaste por me colocar as mãos de cada lado da minha cabeça, tapando-me os ouvidos.

E com as tuas investidas, ouvia a pele da palma das tuas mãos. Rugindo. Apagando todos os meus pensamentos. E de repente, de olhos fechados, era como se te ouvisse a penetrar-me, desde o interior do meu corpo, e via as paredes do meu corpo a acomodar-te. De um vermelho intenso. Bonito. Tecidos acalentados de sangue. Vivos.

E querias-me assim. Viciada. Em mim mesma.

E quando eu me vinha, viravas-me sobre mim mesma. Não deixavas que eu sequer soltasse o ar dos meus pulmões. Tapando-me a boca. Apertando-me o pescoço.