Se na edição anterior desta rubrica se falou da abertura de pista, hoje calha debruçar-se sobre os rituais de encerramento. Depois de uma noite bem lançada ao som de rock, indie, pop ou outras nomenclaturas com as quais se sintam mais confortáveis, chegada a uma certa hora, era tempo de tirar o pé do pedal.

A vida sexual de Bobby Brown (the cutest boy in town) funcionava muitas vezes como prelúdio de fecho na discoteca Alibi, nesses loucos anos 90 leirienses. A música de Frank Zappa era, juntamente com o The End, dos Doors, o guia de marcha, onde o DJ de serviço, Filipe Trigo, sentenciava  a noite com um sempre muito educado “Obrigado, boa noite, bom regresso a casa“.

Uma modinha de 1979, com um alto teor sexual, naturalmente banida em muitas estações de rádio nos Estados Unidos – pois há coisas que nunca mudam e só tendem a piorar – foi, porém, número 1 na Suécia, um país generoso, que não ouvia só os Abba e sabia receber as vanguardas mais à frente, passe-se a redundância.

Era ver a malta a cantar, And I’m a handsome son of a bitch, mesmo que não fossem, mas era um momento hedonista de fim de festa, como que a passar a mão pelo pêlo a confortar qualquer eventual frustração amorosa que não tivesse corrido bem, ou simplesmente um miminho à falta de confiança ou amor-próprio.

No entanto, acabava assim:

Oh God, oh God, I’m so fantastic!
Thanks to Freddie, I’m a sexual spastic
And my name is Bobby Brown
Watch me now, I’m goin down,
And my name is Bobby Brown
Watch me now, I’m goin down